Rachel Entrekin é fisioterapeuta de formação e, desde 2024, uma das atletas mais dominantes do ultratrail norte-americano. É tricampeã da Cocodona 250 — uma das provas mais duras da América do Norte, 250 milhas (cerca de 400 km) a atravessar o Arizona — depois de vitórias consecutivas em 2024, 2025 e 2026, o que lhe valeu a alcunha de "Rainha da Cocodona". Em 2026 tornou-se também a primeira mulher a vencer a prova à geral, não só na categoria feminina.

Para lá dos resultados, Entrekin é colaboradora regular da Ultrarunning Magazine, uma das publicações de referência do ultratrail nos Estados Unidos — o que a coloca numa posição pouco comum: a escrever sobre o desporto ao mesmo tempo que compete nele ao mais alto nível, em vez de ser só entrevistada depois de cada corrida.

Uma voz que está mesmo lá dentro

É fácil ler sobre ultramaratonas através de quem as observa de fora — jornalistas, comentadores, espectadores. Entrekin escreve a partir de dentro da própria prova, o que dá um ângulo diferente sobre logística de corrida, estratégia nutricional em distâncias longas e a parte mental de gerir mais de 50 horas em corrida contínua. Para quem quer perceber o que separa quem termina uma 250 milhas de quem a vence, a página de autora dela na Ultrarunning Magazine é um bom sítio para começar a ler.

Se o que procuras é mais perto de casa, o nosso calendário de corridas de rua em Portugal tem onde começar, muito antes de se pensar em 250 milhas.