Sally McRae é uma das ultramaratonistas mais conhecidas dos Estados Unidos: venceu a Mozart 100 by UTMB em 2019, a Badwater 135 em 2021 e a Moab 240 em 2023, e em 2023 completou quatro provas de 200 milhas ou mais no mesmo ano — o que no meio se costuma chamar um "grand slam". É também autora do livro Choose Strong e fundadora do movimento com o mesmo nome. Mas o texto que nos trouxe até aqui não é sobre nenhuma vitória.
Em novembro de 2025, McRae publicou no seu Substack "The Beautiful Hard" um artigo chamado Not All Ultra Runners are Running Away ("Nem todos os ultramaratonistas estão a fugir"). O ponto de partida é uma frase que se ouve muito à volta do desporto: a de que quem corre distâncias absurdas está, no fundo, a fugir de um trauma, de uma perda, de qualquer coisa que não consegue encarar de outra forma.
McRae não nega que, para algumas pessoas, seja verdade — mas recusa que seja a única explicação possível, ou a mais interessante.
"Preciso de dizer: podes ser ultramaratonista só porque adoras."
Porque é que isto nos pareceu importante
Não é um texto sobre técnica de corrida nem sobre planos de treino. É sobre a história que contamos sobre nós próprios quando alguém pergunta "porque é que corres 100 milhas?" — e sobre como essa história nem sempre precisa de uma ferida por trás. Para quem está a começar no trail running, ou a pensar na primeira ultra, vale a pena ler o artigo completo na fonte: a perspetiva de alguém que já lá esteve muitas vezes, em ambos os lados dessa pergunta.
Se procuras onde começar a correr trail em Portugal, o nosso guia de trail running tem os percursos — e se quiseres saber como encontrar as tuas próprias fotos depois de uma corrida, explicamos aqui.
