Hillary Allen é uma ultramaratonista norte-americana conhecida por duas coisas que, à primeira vista, parecem opostas: a competir ao mais alto nível em corridas de montanha, e por ter sobrevivido a uma queda de cerca de 50 metros numa prova em 2017, que lhe partiu os dois braços, duas vértebras, várias costelas e ossos dos pés. Escreveu sobre essa recuperação no livro Out and Back, e continua a escrever regularmente no blog do seu site pessoal sobre treino, mentalidade e o que aprendeu pelo caminho.
Num dos textos desse blog, Knowing When to Quit ("Saber quando desistir"), Allen desafia a ideia de que nunca desistir é sempre sinal de força. Para ela, saber parar a tempo é, muitas vezes, a decisão mais difícil — e a mais sensata.
"Saber quando desistir é uma forma de sabedoria. Permite-me evitar o esgotamento mental e emocional, e lesões a curto e longo prazo."
Uma lição que vale para qualquer nível
Não é preciso ter sobrevivido a uma queda de 50 metros para reconhecer o dilema: continuar numa corrida que corre mal, ou parar e viver para treinar mais um dia. Allen escreve sobre isso com a autoridade de quem já esteve nos dois lados dessa decisão, em circunstâncias muito mais extremas do que a maioria de nós alguma vez vai enfrentar. Vale a pena ler o texto completo na fonte.
Para quem está a preparar a primeira trail em Portugal, o nosso guia de percursos é um bom ponto de partida — a decisão de quando abrandar fica sempre contigo.
